quarta-feira, 25 de abril de 2012

O Coronel Cândido do Pavão e o Padre Cícero de Juazeiro


          
           Aos 13 dias de outubro de 1916 deixou exarado o lendário Padre Cícero Romão Batista de Juazeiro, em carta endereçada a Cândido Ribeiro Campos (Coronel Cândido do Pavão), sobre a situação de perda de seu rebanho bovino, ora localizado em terras aurorenses. Segue trecho do lançamento:
            “... A paz de Deus o guarde e família. Tendo precisão de fazer minha criação de gado e animais nesta propriedade que comprei aos padres de S. Bento, mandei lá José Xavier e o meu vaqueiro e disseram-me eles que o lugar que presta é o Pavão. Havia passado procuração bastante ao Sr. José Xavier para tratar de qualquer negócio com qualquer um que estivesse no lugar mais apropriado, e resolver, como fosse justo. O Pavão foi o melhor que acharam. Portanto, não estranhe em exigir para estabelecer-me que boto aí, eu perco o resto da criação que está mal colocada. Portanto, lhe aviso que não posso mais arrendar aí, e em janeiro mandarei o José e o vaqueiro para aí. A respeito de sua casa, cercados, indenizo por preço razoável. Eu lhe digo com pena porque lhe desejo a si e a todos todo bem que posso desejar, porém não tenho outro lugar que se preste para a criação que já estou perdendo. É muito melhor que compre uma propriedade onde firme seus trabalhos e deixe sua família colocada em propriedade sua. Reflita bem que verá que é mais justo e melhor. De seu amigo e compadre.P. Cícero Romão Batista”.    

_________________________________xxx__________xxx_______________________________

         Sobre Cândido Ribeiro Campos (Coronel Cândido do Pavão), natural do sítio Antas em Aurora, sabe-se ter falecido em 1936, dia 24 de julho, conforme registro constante no Livro de Óbitos da Paróquia do Menino Deus de Aurora (Livro 7, 1932-1938, pág. 117).
Era filho de Matias Fernandes da Silva (pedreiro que trabalhou na ampliação da Igreja Matriz em 1864) e Antônia da Encarnação Monteiro.
Substituiu o sobrenome Fernandes da Silva por Ribeiro Campos, por ocasião de “qualificar-se”, para tirar o título eleitoral. Foi um dos mais importantes chefes políticos municipais, e pai do padre Januário Campos, ao qual oportunamente, referenciaremos.
         Casou-se com Ana dos Santos (Naninha), instalando-se no sítio Martins, de seu tio materno João Monteiro. Transferiu-se em 1902 para o sítio Pavão, antiga propriedade do mosteiro de São Bento, de Olinda, à época, em poder do padre Cícero Romão Batista, que a havia comprado. Era encarregado da cobrança dos dízimos dos que ocupavam as terras sob o domínio eclesiástico, as quais mediam três léguas de comprimento por uma légua de largura, de ambos os lados do rio Salgado, estendendo-se do riacho dos Mocós até o riacho do Juiz.
         Tornou-se, por força da arrecadação das alíquotas, de grande confiança do Padre Cícero, o que lhe conferiu acentuada notoriedade, ocupando cargos importantes em Aurora como o de Juiz substituto, Presidente da Câmara de Vereadores e Prefeito Municipal (Intendente), cargo, este último, ocupado em face aos fatídicos episódios de 1908, onde, com a deposição do coronel Totonho do Monte Alegre (Antônio Leite Teixeira Netto), assume ele, Cândido do Pavão, o cargo de Presidente da Intendência de 1908 a 1914, voltando posteriormente, de 1921 a 1926, a assumir as rédeas da biga municipal como prefeito. Relevante se faz ressaltar ainda, sua participação enquanto mandatário representante do município de Aurora, no famigerado "Pacto dos Coronéis", ocorrido em Juazeiro aos quatro de outubro de 1911.


(Trecho extraído de obra em elaboração - no prelo- Direitos reservados)

Sugestão de pesquisa aos alunos: O fenômeno do coronelismo no Nordeste do Brasil e o Pacto dos Conoréis).


João Tavares Calixto Júnior 
(Biólogo da Secretaria de Saúde do Estado do Ceará, 21ª Coordenadoria Regional de Saúde, Juazeiro do Norte - CE; Professor do curso de Farmácia da Faculdade de Juazeiro do Norte; Doutorando em Biotecnologia de Recursos Naturais - Universidade Estadual do Ceará) 

terça-feira, 24 de abril de 2012

O PODER INAPERENTE DA ARTE



De Heráclito contam-se essa estória. Diz-se que, certa vez, estranhos chegaram a sua casa para saber o que fazia. Ao entrarem, viram-no aquecendo-se junto ao forno. Ali permaneceram de pé, impressionados. Encorajando-os a entrar, Heráclito teria pronunciado as seguintes palavras: “mesmo aqui, os deuses também estão presente.”


Quem nunca em um momento de sua vida seja de grande alegria ou até de tristeza não se sentiu impelido por uma experiência de transcendência. Sentido nesse momento que, ele é muito mais do que a própria roupa, os livros que lê e o seu emprego. Esse sentimento é muitas vezes considerado religioso ou místico, mas para outros, esse sentimento é artístico. Independente de ser religioso ou místico, uma coisa é certa, é por meio da arte que tal sentimento é revelado.
Nesse momento, surge uma indagação, o que é um artista? É alguém fora da realidade? O artista não é alguém que está fora da realidade, ao contrário, é ele que nos revela o real. Para desenvolver essa questão pretendo explicitar as relações entre arte e realidade de um ponto de vista ontológico, tendo como intenção demonstrar que, a obra de arte é um modo privilegiado de revelar o cotidiano.
 Mas o que é exatamente uma obra de arte? Refletindo inicialmente sobre o que é essencial numa obra de arte, perceberemos logo de início que o essencial é o seu fazer, criar e produzir. Quando ela é produzida é trazida a existência, supõe ter existido uma finalidade. Entretanto, Essa produção não tem a mesma finalidade de utilidade, porque ela é gratuita em seu aparecer mesmo quando há interesses por trás. Esse fazer não é uma produção qualquer, como um simples instrumento ou uma coisa, ao contrário, transcende essa instrumentalidade que muitas vezes estão presente nas coisas cotidianas.
Nesse sentido, a arte transfigura a realidade para que tenhamos acesso ao verdadeiro. Como podemos observar, a relação entre arte e realidade traz consigo a manifestação da verdade. Na obra de arte não é a utilidade que provoca seu aparecimento, mas é a realização de uma experiência divina, no produto. É essa experiência que possibilita eclodir a manifestação da verdade, iluminando o mundo para o verdadeiro acontecer.
 Pelo exposto, a arte é o colocar-se em obra a verdade, pois, é o verdadeiro que está em obra e não qualquer coisa do verdadeiro.  Entretanto, a verdade está muitas vezes oculta nas experiências cotidianas do dia a dia, isso se deve muitas vezes, ao fato de que não percebemos algo de extraordinário que se realiza no ordinário. Como foi bem lembrado, na citação inicial sobre Heráclito, “mesmo aqui, os deuses também estão presente”.
Para esclarecer melhor, tudo o que foi dito até aqui, usarei como referencia para dar continuidade essa investigação sobre a relação entre arte e realidade um quadro pintado pelo artista holandês Van Gogh.
Ao observar uma tela de Van Gogh, mostrarei como existe uma experiência extraordinária com arte que toca o nosso ser a partir da obra de arte. Esse quadro mencionado mostra um par de sapatos velhos de uma camponesa. É interessante notar que, esses sapatos velhos foram captados de maneira tão extraordinária pelo artista que a utilidade dos sapatos velhos não foi reduzida a sua serventia. Mas possuem um referencial mais amplo, retratando a atmosfera que vive a camponesa, fazendo parte de sua rotina, participando, assim, da sua história. Temos então, a história da camponesa e de seu trabalho.
A grandeza desse quadro revela o mundo em que vive a camponesa, a calma de estarem depositados os sapatos depois de um dia de labor, a vida no campo, suas tristezas e alegrias, sua expectativa da colheita e sua fadiga todas as tardes. Todos os traços da vida da camponesa estão calcados neste par de sapatos.
Essa obra de arte permite observar o mundo através da solidez do produto, fazendo a ligação de tudo que é. Não temos nessa obra apenas um utensílio para proteger os pés da camponesa no seu trabalho, pois, a solidez da obra revela o mundo no qual o sapato, a mulher e os outros homens estão inseridos. Essa solidez, ao agrupar terra e mundo coloca-nos diante da verdade.
Sendo assim, a obra de arte revela a manifestação de tudo que toca nosso ser e essa revelação é a manifestação da verdade. Temos então na arte, o jogo do alegórico e do simbólico. Alegoria significa: revelar outra coisa; enquanto, simbolizar significa: reunir. A arte é alegórica porque revela, pois, até o não revelado faz parte do revelar da arte. Temos na arte, a reunião e o recolhimento, por isso é simbólica. Nesse sentido, podemos dizer que, na arte, qualquer fazer dá sentido, por isso ela é transcendência, ultrapassando a mera utilidade como na pintura de Van Gogh.
Além de tudo isso, a arte exerce um papel subversivo ao trazer para o observador tudo que está esquecido no cotidiano, revelando assim, uma nova realidade destituída da realidade vigente, de modo especial, ao propor uma nova dimensão. Enfim, posso concluir afirmando que, a arte transforma a realidade em todas as suas contradições possibilitando o acesso a verdade. Em resumo, a arte é o cultivo do inaparente.

           CÍCERO LEILTON LEITE BEZERRA
FORMAÇÃO: FILOSOFIA UNISAL
MESTRE EM FILOSOFIA – UFRN -2010
DISSERTAÇÃO – UMA NOVA TECNOLOGIA – NO PENSAMENTO DE HERBET MARCUSE: ARTE E TÉCNICA NA SOCIEDADE UNIDIMENSIONAL.
EDUCANDÁRIO QUE LECIONA: ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO MONSENHOR VICENTE BEZERRA – AURORA CEARÁ CEP: 63360 TEL: (88) 35433903.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

EDUCAÇÃO ESCOLAR

Projeto: Cordel em Cena
Letra: Maria Jaqueline Alves
            Maria Alcerlânia Pereira
Disciplina: Língua Portuguesa – 1º Série –Ensino Médio
Professora: Francisca Moreira de Jesus
Escola Monsenhor Vicente Bezerra

O mundo globalizado
É para você pensar
Escutando um pouquinho
O que agora vou falar
Algo muito especial  
Educação escolar

Pra formar um ser humano
Com grande potencial
Que sabe ser autônomo
No trabalho social
Pra quebrar o preconceito
Contra a classe social

Sofremos bastantes coisas
Com a tal poluição
Que prejudica a saúde
Também a educação
Que poucas pessoas tem
Para a sua formação

Muitos vão para a escola
Somente para conversar
Mas poucos sabem
Que do saber dependerá
Precisa ter interesse
Para aprender estudar

Pra se ter educação
É preciso estudar
Com professores bons
Muitos só fazem reclamar
Com o salário que é pouco
Para nos conscientizar

Uma sala organizada
Para as realizações
Uma escola tem que ter
Também muitas condições
Para se multiplicar
As grandes soluções

Pra uma escola ir à frente
É preciso consciência
Alunos não querem ter
Uma grande transparência
Por isso que é bom viver
Com essa grande influência

Na escola tem valores
Um deles é o professor
Sua missão é ensinar
Tem também o diretor
Quem impõe regras rígidas
Para o aluno se compor

Para fazer um bom cordel
Precisa saber rimar
Para se ter um objetivo
É preciso estudar
Pra depois um bom emprego
No futuro encontrar

Pra ter um bom estudo
É preciso incentivo
Dos pais e professores
Também um ótimo motivo
Para se ter um futuro
Muito bom e criativo

Na escola tem matérias
Uma delas é matemática
Pesquisar na internet
Tem curso de informática
E para a gente escrever bem
Tem português e gramática

O Cordel está envolvido
Na matéria de literatura
Professores incentivam
Ter uma boa leitura
Para ter conhecimentos
Sobre a “nossa” cultura.







        

quarta-feira, 11 de abril de 2012

LITERATURA DE CORDEL -ESCOLA MONSENHOR VICENTE BEZEZERRA -

 Letra: José Saraiva, 3º ano C - Turno Noturno.
Disciplina: Redação e Literatura
Profa. Francisca Moreira de Jesus
Escola Monsenhor Vicente Bezerra

Monsenhor Vicente Bezerra
Traz consigo a sua história
Oito décadas de ensino
Superação e vitória
Este grande educandário
Perto de um centenário
Marca a sua trajetória

Atravessando fronteiras
Coloca o ensino em prática
Onde o aluno tem
Acesso a informática
Sendo participativa
Uma escola objetiva
Além disso, democrática

Colégio, árvore que tem
Frutos da educação
No caminho do ensino
Leva-nos a formação
Sem precisar ser omisso
Assíduo no compromisso
Perante a população

Monsenhor sempre tem sido
No ensino um alicerce
Na quentura do saber
A escola se aquece
Bem vista e estruturada
Sendo parabenizada
Todo ano permanece

A direção da escola
Faz as comemorações
Com ética, conduta, moral
Respeita as tradições
De um colégio atuante
Respeitado e brilhante
Que atravessa gerações

Francisca Edvania Tavares
Diretora atuante
Fátima Pereira coordena
Fator também importante
Auristela secretária
Da escola nessa área
Um trio representante

Monsenhor árvore que já
Tem muitos frutos vingados
Por exemplo, professores
Que nele são adotados
Retrata os seus valores
Recebendo professores
Que foram “seus alunados”

Escola um automóvel
Aluno seu combustível
Núcleo Gestor a direção
Professor peça incrível
A escola com seus ditos
Sem estes três quesitos
Funcionar é impossível


Para todo alunado
Espaço monsenhor cede
Cumprindo as vis da crede
Escola publica, com intuito
Aprendizagem gratuita
Valor que ninguém mede

Há oitocentos alunos
Neste universo escolar
Sete salas funcionando
Três turnos curriculares
Repassando seus conceitos
Tendo os ensinos aceitos
Por serem espetaculares

Do aluno aprendiz
Ao sábio professor
Desde um funcionário
Junto ao núcleo gestor
Se curva a sua imagem
Um tipo de homenagem
Para a escola monsenhor

Faço uma sugestão
Para quem nada quer ser
Freqüente uma escola
Adquira o saber
Pois a gente só é algo
Para alguma coisa fazer





Fragmentos informativos sobre a Educação na Aurora antiga (Venda)


Fac-símile de documentação histórica da Venda

1866 (2 de março) – O Inspetor das aulas da Venda, Antônio Pinto Teixeira, comunica através de ofício ao Diretor Geral da Instrução Pública do Ceará, o Pe. Hippólyto Gomes Brasil, acerca dos livros adotados pela Instrução a serem usados pelos alunos nas aulas da Venda.

1869 (20 de junho) – Informa o Professor João Pinto Teixeira, na ordem do tempo, o terceiro professor da Escola Primária da Povoação da Venda (1868 – 1869), que em virtude de ter sido removido pelo Governador da Província para a localidade de Goyaninha (hoje Jamacaru, Missão Velha), parte para lá a fim de assumir a nova cadeira.
            Tratava-se o referido Professor, de um dos tios paternos do Monsenhor Vicente Pinto Teixeira. Era, obviamente, irmão do então Inspetor da Instrução Pública da Venda, Antônio Pinto Teixeira, já citado.

1870 (3 de maio) – Toma posse neste dia do cargo de Professor de primeiras letras da Povoação da Venda, Romualdo Ferreira Santiago, o quarto professor público do lugar. Permaneceu o mesmo no cargo até maio de 1874.

1870 (1 de julho) – Toma nota dos objetos existentes na aula pública da Povoação da Venda, o professor público Romualdo Ferreira Santiago, a saber:
1 mesa velha
1 cadeira
3 bancos para assento
2 ditos inclinados para escrituração
3 livros de segunda leitura
2 livros de primeira leitura
2 catecismos de agricultura

1870 (27 de setembro) – Por força da Lei nº 1.318, é elevada a Povoação da Venda, a Distrito de Paz da Venda, sendo assim, determinados seus limites territoriais pela Câmara Municipal da Vila de Lavras.
“Art. 1º - Fica criado um Distrito de Paz, na Povoação da Venda, da Freguesia de Lavras, com os limites...”. (LCE, 1870, p.11).

1871 (25 de agosto) – Em virtude da Lei nº. 1.417, foi criada na Venda, Distrito de Paz da Vila de Lavras, a Cadeira de Primeiras Letras do sexo feminino. (LCE, 1871, p.29). 

1872 (21 de agosto) – Informa a primeira professora da Venda, Antônia Raymunda Alves de Lima, da Cadeira de Primeiras Letras do sexo feminino, o recebimento de “utensílios” pelas mãos do Secretário interino do Liceu do Ceará, Manoel Francisco.
            Informa ainda a referida, ao Diretor Geral da Instrução Pública da Província do Ceará, José Lourenço de Castro Silva, sobre a data de admissão ao exercício de suas funções, ao qual aponta ter sido esta mesma data (21 de agosto).
Sobre o material, necessário à execução das aulas primárias no Distrito, se constituíram de 11 gramáticas de Joaquim Frederico Hiappe Rubim, quatro de José Bernardino de Senna e cinco contos de Bacadafá compostos por Antônio Pinheiro de Aguiar, além de uma canção de escola.
            Relativo o Bacadafá, tratou-se de um método pedagógico para o ensino de leitura e escrita, utilizado e proposto por professores das escolas públicas primárias na Corte Imperial do Brasil, entre 1870 e 1880, implantado também no interior do País.


quinta-feira, 5 de abril de 2012

ENSINO DE QUALIDADE


Redação de:  CÍCERA SARAVIVA 3º Ano -A - Turno: Matutino
Disciplina: Redação e Literatura
Profa: Francisca Moreira de Jesus
Escola Monsenhor Vicente Bezerra

Escola, antes de qualquer coisa, deve ser entendida como uma instituição onde prevaleça respeito, solidariedade e efetiva participação de todos que a compõem. Sim, um lugar que haja  coletividade,  captura e troca de conhecimentos e que vise entre outros fundamentos a aprendizagem dos educandos.

Seguindo esse modelo, a Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra, vem há 85 anos na cidade de Aurora, batalhando para oferecer da forma que lhe é possível, uma educação de qualidade.

Neste ano de 2012, conta com 816 alunos, que recebem a atenção necessária do núcleo gestor e dos professores. Este último tem um papel extremamente importante, pois aqui estão os melhores professores da cidade. Em termo é claro de possuidores do conhecimento, mas também de dedicação e incentivo que doam a cada dia aos seus alunos. Sem falar que não há apenas a relação aluno e professor, mas também se estabelece um sincero vínculo de amizade.

Além disso, com o intuito de promover as mais variantes fontes de pesquisa, a escola possui uma biblioteca, junto com laboratórios de informática e ciências, disponíveis nos três turnos com o acompanhamento de responsáveis autorizados.

Outro ponto positivo é o Oscar da Aprendizagem, projeto que no final do ano promove a premiação de alunos que atingiram a nota igual ou superior a 9.0 em todas as disciplinas, com comendas e medalhas de honra ao mérito e ainda com a presença de pais e convidados. Tudo isso serve de incentivo, pois dá o reconhecimento merecido a quem se esforça no estudo.

E todo o trabalho durante esses anos vem se refletindo nas conquistas e no reconhecimento da escola. A exemplo disso, no ano anterior foram mais de vinte os alunos que conseguiram ingressar na universidade. O que representa uma vitória e que apesar de se localizar em um bairro simples de uma cidade pequena, o monsenhor derruba obstáculos fazendo história.

Então, resta a nós alunos o profundo agradecimento de fazermos parte dessa instituição, e que façamos história a partir daqui; afinal será uma forma de retribuir o que ela nos proporciona em troca de tão pouco, a nossa dedicação ao estudo. E parabéns a todos que fazem a família monsenhor. Núcleo gestor, alunos, professores, funcionários e pais de alunos. Que a batalha siga firme e forte. Educação com qualidade para todos, sempre!

terça-feira, 27 de março de 2012

ESCOLA E EDUCAÇÃO EM DEBATE !

Luiz Domingos de Luna*

Educar é provocar mudanças, porém se não existir alteração no universo de visão interior, de conhecimentos, de atitudes, de posturas, de leitura social, com certeza não haverá educação de qualidade ao repasse dos educandários públicos e particulares. Alterar esta variante na objetiva do aprisionamento do conhecimento deve ser função da escola. Assim se pode afirmar que “a avaliação do aluno é a aferição do nível de conhecimentos oferecido pela própria casa de ensino; pois, uns estão vitoriosos, outros nem tanto e vários simplesmente estão mal”. - Os que estão mal recebem algum estimulo para mudar? Ou recebem apenas cobranças, cobranças e mais cobranças... Por que tantas cobranças? - Acredito que a escola cumpre bem o seu papel na função de educadora, pois ela só cobra o que ela mesma oferece, não dá para mudar a escola, dá para mudar o aluno, Tem que mudar a postura do aluno, do contrário, reprovação nele. - Isto está certo? - Claro, a escola ensina o aluno aprende, se não aprender tem repetência no final do ano e dá certo, isto é uma certidão. -Terminada esta certidão o aluno vai atuar onde? - Vai atuar na sociedade, - Na sociedade? - Com certeza, o aluno passa a ser um produto da sociedade.Se o aluno atuar bem, tiver uma função de relevância social, uma boa posição no mercado de trabalho, sempre terá uma escola para assumir a paternidade, os louros, os brios, a vitória, as raízes educacionais, às vezes tem até uma disputa “Família e Escola” para avaliar quem foi o responsável pela honra, pelo mérito.É só alegria, alegria pura. – E se der errado quem foi o culpado? - O Aluno, o aluno fez sua própria desgraça. - Mas a escola ofereceu a este aluno a possibilidade de mudança? - Com certeza, a escola fez o de sempre, deu oportunidade para absorver o conhecimento, aprender a fazer leitura educacional e social, orientação sobre: as mais variadas ciências, pinturas, músicas, artes cênicas, esportes. Enfim, fez tudo: dialogou inúmeras vezes, exaustivamente com este aluno, com a família, com a comunidade...Dedicou-lhe todo o tempo possível para que a mudança acontecesse. – Mas... - Mas o quê? - Mas infelizmente não aconteceu. - Como não aconteceu? Aconteceu “com a mesma tenacidade, a mesma garra, a mesma determinação o que mudou foi apenas o sentido da seta”. - Que seta? - (a seta do dar certo, ou dar errado?) - Entendi, o problema não está em fazer a educação, mas em como fazer a Educação para atender as necessidades da sociedade. – Exatamente.

(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra. Rua Cel. José Leite, s/n Araçá – Aurora, Ceará. CEP: 63.360.000. TEL: (88) 35433903. Email do autor falcaodouradoarte@gmail.com

sexta-feira, 23 de março de 2012

EDUCAÇÃO - UM EDIFICIO EM CONSTRUÇÃO


                                                                     Luiz Domingos de Luna*

No tapete da existência, a humanidade ruma, numa estrada infinita, renovada a cada geração, a corrente da civilização, a cada etapa, uma porção de conhecimento, cera básica para a harmonização da convivência dos seres humanos no espaço tempo.

Não existe civilização sem conhecimentos, assim, quanto maior for o acúmulo de conhecimentos mais elaborado o processo de civilidade, e por extensão, a difusão deste, em ritmo acelerativo, forma o painel de coesão da totalidade, do conjunto, onde o progresso afirmativo é diluído em toda a textura sociológica, todo o mapa social é constituído de solidez, de consistência para a untação de valores que formam as colunas básicas da sociedade; logo a plataforma social deve ser constituída de uma amálgama forte e consistente o suficiente para: o todo compor as partes na amplitude geral.

A Educação é um agente provocador de mudanças, numa dimensão interna, imperceptível inicialmente, pois é sempre o choque entre a convicção da leitura de mundo, já devidamente enraizada, sobre o pôster amostral da existência e a nova objetiva a que vem iluminar, para uma visão mais ampla, no compasso limitado de cada um.

A Educação é um processo, e como todo, depende da ação anterior, do durante, e do posterior, se o processo nasce errado, dificilmente se chega ao acerto, pois como o próprio nome diz, é tão somente uma continuidade de acertos ou de erros. Assim qualquer falha no processo toda a seqüência está fadada ao fracasso, bem como a continuidade de acertos, somente poderá culminar com o sucesso pleno.

A Educação pressupõe aptidão, todo sociedade apta a educação é uma sociedade desenvolvida, desde que, se entenda como aptidão, uma sede intelectual, uma motivação interna, uma vontade de dar o salto entre o conhecimento distante ao gosto de tê-lo aprisionado as equações dos já existentes, para que, já na intimidade do ser de cada um, a certeza de que, estas novas equações advindas do processo educacional é luz para si, para a família, para a sociedade, para o mundo e para a vida.

(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora – Ceará.

terça-feira, 20 de março de 2012

PEDAGOGIA DO ABSURDO

                                                 Luiz Domingos de Luna*

                                                A massa do conhecimento é
a ferramenta básica para a construção da civilização, assim quanto maior for à absorção, maior a possibilidade de aptidão da sociedade ao aprimoramento no convívio interativo, e, por conseqüente o desenvolvimento de uma Cidade, Estado ou País.

O Conhecimento é uma grandeza imaterial que é absorvida no espaço social, ou em instituições específicas para tal fim. Pelos dados amostrais existem varias escolas, inclusive a escola que fornece o conteúdo epistemológico.

A fusão do saber corrobora as novas tecnologias como instrumento a construção do edifício deste patrimônio imaterial necessário a civilidade, a evolução e ao crescimento afirmativo de toda conjuntura imersa no espaço tempo.

O Modelo Mental ao aprisionar o novo, via novas ofertas disponíveis, na verdade está tão somente recebendo equações que foram questionadas, analisadas, provadas cientificamente e hoje projetadas de forma massificada e disseminadas com rapidez e precisão mo mundo on-line. Um avanço de valia maior, onde toda sociedade ganha e tudo fica muito próximo, assim o conhecimento não mais privilégio de alguns, vez estar disponível na internet a toda sociedade a um clik, tudo se abre, é uma chave mágica, linda, oportuna e necessária para a formação integral do ser humano em sociedade.

Cria-se um imbróglio generalizado, quando se coloca a internet como um fim, e o ser humano como o meio, pois nesta postura pensamental o humano vai buscar o conhecimento na sua caixinha mágica, muitas vezes se contenta com os dados superficiais, pensando ter o conhecimento integral, ora há uma distancia de anos luz a totalidade, a pesquisa dos dados amostrais precisa ser intensa diversificada, ampla, infinitamente ampla, após análise do vasto material disponível uma amplitude de visão cognitiva apurada com a criticidade, com a problematização e destilação das amostras colhidas.

Sem esse processo, muitas vezes cansativo, oneroso ao tempo, ao desgaste mental, a penitência do filtrar bem positivamente, intensamente, ao olhar claro, fundo e largo, está se construído uma nova pedagogia: a Pedagogia do Absurdo!

(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora –Ceará.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Fragmentos da História da Povoação da Venda.





 1847 (19 de julho) – Ocorreu nesta data o falecimento do Cel. Xavier, (Francisco Xavier de Souza) co-fundador de Aurora. Eis-lhe, integralmente, o registro de óbito:
            “Aos dezenove dias do mês de julho de mil oitocentos e quarenta e sete, faleceu da vida presente o Comandante Superior Francisco Xavier de Souza, branco, casado com Dona Maria Xavier de Souza, idade cinquenta anos, e foi sepultado nesta Matriz aos vinte dias do mesmo mês, de grades acima, encomendado solenemente pelo Reverendo Vigário José Maria Freire de Brito, e para constar mandei fazer este assento em que assinei”. (Livro de Óbitos da Paróquia de Missão Velha, 1822-1851, pág. 273).
            Observa-se a não assinatura do Vigário no registro de Óbito.

Registro de Óbito do Cel. Xavier

1853 (23 de novembro) Segundo casamento de Maria Xavier de Souza, viúva do Cel. Xavier, com o Capitão José Joaquim de Macêdo, este, viúvo de Rosa Perpétua do Sacramento, realizado em oratório privado na casa do próprio Capitão, em Crato. (Livro de Casamentos, Paróquia de Nossa Senhora da Penha do Crato, 1851-1855).

1856 (19 de julho) – Nasceu, em terras da Venda, Vicente Pinto Teixeira (Monsenhor Vicente Pinto), que foi, na ordem do tempo, o primeiro filho da terra a tomar assento na Assembléia Legislativa do Ceará.
Filho do Capitão Antônio Pinto Teixeira e Maria de São José Tavares, foi levado à pia batismal aos 5 de setembro do mesmo ano na capela de São Benedito na povoação da Venda, pelas mãos do seu tio materno, o Padre José Luiz Tavares, falecido aos 31 de maio de 1873.
Entrou para o Seminário aos 16 de março de 1871 (matrícula nº 226), onde recebeu do Bispo Dom Luis Antônio dos Santos (1º Bispo do Ceará) o subdiaconato aos 23 de novembro de 1879 e o diaconato em 30 do mesmo mês e ano.
Ordenou-se aos 7 de novembro de 1880 no seminário da Prainha, em Fortaleza, cidade onde posteriormente exerceria a função de professor da Cadeia Pública (em substituição ao Padre Vicente Salazar da Cunha), Vigário Geral e Governador interino do Bispado do Ceará. Foi Coadjudor de Barbalha e Vigário de Trairi e Aratuba. Não aceitou a nomeação para coadjutor de Várzea Verde (11 de janeiro de 1881), tendo voltado à sua terra natal. Foi nomeado Fabriqueiro da Sé (9 de maio de 1904) em substituição ao Pe. Francisco de Assis Pinheiro.
Em Aurora, serviu de cura até 1887, quando foi nomeado seu primeiro Vigário por provisão de 6 de julho de 1893, tomando posse no dia 30 seguinte.
Recebeu o título de Monsenhor em 10 de março de 1904 (anuário pontifício de 1913).
Veio a falecer em 1941, aos 19 de setembro, após ter sido elegido à Monsenhor e ter sido Deputado à Assembléia cearense por quatro sucessivas legislaturas (1897 a 1900; 1901 a 1904; 1905 a 1908 e 1909 a 1912), sendo que em 1909, foi vice-presidente da casa.

 
1857 (25 de agosto) – Através da Lei nº 806, desta data, é criada na Povoação da Venda, a Cadeira de Primeiras Letras. (LCE, 1871, p. 29).
        
1858 (4 de maio) – Acusa o recebimento de um compêndio e informação de envio de mapa dos alunos da Escola de Instrução Pública da Povoação da Venda, o primeiro professor público do lugar (1858 a 1860), João Antônio Firmino de Sousa, e através de ofício, envia a Carlos Augusto Peixoto de Alencar, Diretor Geral da Instrução Pública do Ceará, os informes sobre as “necessidades mais urgentes” das aulas na povoação. Ei-lo a transcrição, com atualizações ortográficas:
            “...são mesas, bancos, cabides ou torneiras para os chapéus dos alunos, assim como também os objetos: réguas, ardósia, penas, papel, tinta, translados e compêndios, a que V. S. julgar conveniente para aqueles meninos mais indigentes. Tenho apenas matriculados 8 alunos como verá V. S. no mapa incluso. Há aqui grande número de meninos que os pais os trazem ocupados na agricultura, e outros finalmente pela indigência, de sorte que a frequência mais avultada aqui é pela seca”.

1858 (27 de novembro) – É nesta data, criado o Distrito Policial na Povoação da Venda (sub Delegacia de Polícia), no Termo de Lavras, sendo este, o passo crucial para a formação e desenvolvimento da comuna aurorense.(Livro de Registro de Patentes da Guarda Nacional - Povoação da Venda).

1859 (8 de junho) – Juntamente ao ofício nº 19 desta data, foi entregue a João Antônio Firmino de Souza, Professor Público da Venda, dois exemplares de livros que regulavam a instrução pública primária na Província, à época. Em 4 de julho do mesmo ano, informa o Professor ao Secretário da Diretoria Geral da Instrução Pública do Ceará, Ignácio Ferreira Gomes, sobre o recebimento do ofício e dos exemplares.