sábado, 8 de dezembro de 2012

Literatura: Livro 'Venda Grande d'Aurora' será lançado dia 22 no Arco-Íris Magia

ESCOLA MONSENHOR VICENTE BEZERRA - AURORA- CEARÁ

Por José Cícero*

Convite-solenidade de Lançamento


Neste sábado, dia 22, às 19h acontecerá no espaço Arco-Íris Magia na vila Paulo Gonçalves de Aurora,  a noite de lançamento do livro - 'Venda Grande d'Aurora', de autoria do professor aurorense João Tavares Calixto Jr. hoje radicado na vizinha cidade de Lavras da Mangabeira. 
Amigos, familiares e demais convidados do escritor estarão prestigiando o evento cultural. Ocasião em que também acontece a sessão de autógrafo e coquetel.

Sobre a Obra:


Trata-se do lançamento oficial de uma obra das mais significativas, senão a mais substantiva acerca da rica e palpitante historiografia aurorense. Uma verdadeira fonte agora perene de conceituadas informações e novos conhecimentos pertinentes à história do município. 

Uma bússula para todos aqueles que almejam, literalmente, conhecer e/ou se (re)encontrar com todos os principais fatos marcantes da nossa história. E, por assim dizer, leitura obrigatória, tanto para os estudiosos e pesquisadores, quanto para estudantes, professores e todos os que de alguma maneira desejam compreender e conhecer um pouco mais sobre a história da terra de Aldemir Martins e Serra Azul.

Um livro dos mais bem trabalhados;  fruto de um esforço hercúleo de longa pesquisa, por sinal das mais exaustivas na busca da tão necessária verdade histórica. Trabalho indubitavelmente abnegado do confrade e amigo professor Júnior Calixto.

'Venda Grande d'Aurora' portanto, configura-se em última análise, como uma empreitada vitoriosa em favor do resgate, preservação e difusão de uma história que, de tão enriquecedore e valiosa precisa está cada vez mais presente no cotidiano contemporânea da sociedade aurorense. 

Notadamente no ambiente das escolas, assim como por entre os intelectuais e formadores de opinião. Com este seu trabalho de fôlego, o autor presta um relevante serviço não apenas a sua terra natal, como também as boas letras do Cariri e do Ceará como um todo. 

Por fim direi, trata-se de uma leitura agradável, prazerosa e necessária...

(*) Prof. José Cícero
Secretário de Cultura e Esporte
Aurora-CE. 

Blog da Escola Monsenhor Vicente Bezerra, rua cel. José Leite s/n Aurora- Ceará CEP 63.360.000. TEL (88) 35433903 Email:monsenhorbezerra@yahoo.com.br Email do administrador do Blog – Luiz Domingos de Luna falcaodouradoarte@hotmail.com

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

CHAPLIN – uma vida - O eterno “Adorável Vagabundo”...

TRANSCRIÇÃO: LUIZ DOMINGOS DE LUNA
Ele fez viagem de 19 quilômetros até o orfanato em um carro de padaria puxado a cavalos. Sacudindo e dando solavancos por estradas ladeadas de castanheira, passando por pomares e campos de trigos, a carroça cruzou o perfumado e verde interior inglês.

Para o garoto de 7 anos, era um sopro de ar fresco comparado com as lúgubres ruas cinzentas e o denso nevoeiro enfumaçado dos sufocantes pardieiros do sul de Londres de onde tinha saído. Até, claro, ser recebido pela primeira das duras exigências da vida.

O Menino Charles logo se tornou mais um triste grupo de 35 jovens reprovados que tiveram o estigma de cabeça raspada e tingidas de iodo na mais triste quarentena naquele ano. Vasculhando as películas de celulóide, não é difícil captar o cheiro de sua infância. Claro que é possível especular sobre os detalhes exatos.

A Carroça da padaria da escola Hanwell era fechada como a que levou a jovem que acabara de ficar órfã em tempos Modernos ? Ou era aberta como aquela na qual a criança abandonada foi mandada para o orfanato em O Garoto ?

E as tristes lembranças de orfanato de Chaplin tendo a cabeça raspada não eram a fonte de sua eterna preocupação com aquela maravilhosa cena do circo de pulgas que se inseriu no retorno do palhaço Calvero em Luzes da Ribalta ?
As trocas de Calvero entre um vagabundo picado por pulgas se coçando constrangido e o treinador de insetos acrobatas orgulhosamente exibindo seu corpo de baile são executados com brilhantismo cômico.

Mas dizer que Chaplin controlou seu velho terror do orfanato de se descobrir infestado de pulgas transformando isto em uma divertida peça exibicionista não serve muito para a nossa compreensão do funcionamento do processo criativo.

Uma explicação tão crua depende inteiramente do primado de Freud sobre a psicologia das piadas para explicar os mecanismos sutis da comédia. Ele pressupõe que a mente cômica funciona como um caldeirão do Id automaticamente transformando medos infantis em brincadeiras escolares que são periodicamente cuspidas das profundezas borbulhantes do inconsciente.

Como , Dickens, que era assombrado por seu encontro ainda menino com a caixa de engraxate e a prisão dos pais por causa de dívidas, Charles Chaplin nunca se esqueceu do trágico mergulho de sua família na pobreza e dos momentos brutais de sua infância.

Ele os relembrou repetidamente na sua persona imortal do adorável Vagabundo. Não só o personagem de Charles reviveu e algumas vezes triunfou sobre seus problemas de infância, como em certos momentos seu vagabundo também pareceu determinado a corrigir a situação difícil dos pais, embora em clima de pastelão.

A despeito de sua aparência fraca e ineficaz, o vagabundo – herói cambaleante e desajeitado de Charles tem uma determinação férrea de salvar jovens suplicantes assolados por pobreza, desemprego, solidão, internação, doenças físicas incuráveis, prostituição, bebês roubados e outros terríveis apuros. E quando embriagado, como esteve em pelo menos doze filmagens diferentes, o Adorável Vagabundo de Chaplin abre seu caminho trôpego por uma pista de obstáculos repleta de braços letais e quedas cômicas concebidas para destruir qualquer um menos o alcoólatra mais ágil.

Com milagres coreográficos inventados por seu criador, os bêbados de Chaplin são sempre vigiados e afastados do perigo por seus anjos da guarda. Em seu fade- out mais memorável, o Adorável Vagabundo deixa a cena em direção ao pôr do sol, desolado e só.Os mais importantes sobre os retratos nostálgicos criados por Chaplin de sua família e do sofrimento solitário de sua infância nessas cenas é o tom agridoce de sua visão cômica e o modo marcantemente magnânimo pelo qual ele festeja seus pais displicentes.

Mas Chaplin não foi apenas grande: ele foi gigantesco. Em um mundo arruinado pela guerra, ele trouxe o som do riso e o alívio para tantas pessoas que necessitavam de alento durante períodos tão dilacerante como a Primeira Guerra Mundial e a grande Depressão. Ao apresentar uma investigação sobre a trajetória de Chaplin e as fontes de sua genialidade, Stephen Weissman explica , de maneira detalhada e fascinante, como a infância trágica formou a personalidade e a arte daquele que é considerado um gênio atemporal.

Referência: Sobre  o autor: STEPHEN WEISSMAN, Psiquiatra de formação, pesquisou a vida de Chaplin durante anos e estudou todos os documentos que o levaram a conhecer profundamente o grande mestre da Sétima Arte. Autor de diversos livros de psiquiatria é professor da Washington School of Psychiatry e mora em Washington, D.C

Matéria Transcrita da coluna: Momento do Livro – Conteúdo publicitário – Chaplin Uma vida O eterno “ Adorável Vagabundo”... Ciência & Vida filosofia Ano VI. Nº 66. Janeiro 2012. Esta revista é uma publicação da Araguaia indústria Gráfica e Editora LTDA. Produzida sob encomenda para a editora Escala.

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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

No centenário do Gonzagão, palmas para o rei do baião! - Por José Cícero.



Prof. José Cícero da Silva*

Neste dia 13 de dezembro o Brasil comemora (ou pelos menos deveria comemorar) o centenário de nascimento  de Luiz Gonzaga do Nascimento, aquele que foi para o todo e sempre, um dos mais completos e admirados artistas populares do Nordeste. De cara, o mais autêntico e fiel representante da boa música popular brasileira. 

O Luiz Lua Gonzaga – o Gonzagão, tão bem consagrado há mais de cinqüenta anos pela voz do povo e, depois pela crítica – como o rei do baião.  

No último dia 3 por requerimento do Senador cearense Inácio Arruda o Senado Federal realizou Sessão especial comemorativa ao centenário de nascimento de Luiz Gonzaga, ocasião em que estiveram presentes, além de políticos, diversos artistas convidados.  

Sem exagero podemos considerá-lo como o mais importante e autêntico  artista nordestino de raiz. A um só tempo, criador e representante maior de um dos mais belos  gêneros musicais do  interior longínquo do Nordeste – o forró. Uma música profundamente  identificável e característica do cotidiano de luta de uma gente forte, sofrida e valente – Os sertanejos.

Um artista popular que,  ao contrário de muitos outros,  nunca se deixou  encantar pela fama, o sucesso assim  como os ilusórios holofotes de uma mídia cínica, covarde e interesseira, principalmente numa época das mais discriminatórias, além de preconceituosa e excludente.   Com o seu forró, baião, xote e xaxado, soube como nenhum outro cantar a alma do povo. 

Encarnando por seu turno, o mais puro sentimento de uma geração inteira de verdadeiros excluídos. Razão pela qual até hoje é adorado por  legiões de brasileiros espalhados por este país inteiro. 
No Nordeste, Gonzaga é simplesmente cultuado quase como um santo. O eterno vaqueiro laborioso ainda a correr com o seu aboio pelas caatingas. O matuto esperto e faceiro vestido em seu gibão rasgando as bibocas do mundo.

O sanfoneiro, cantor e compositor que ensinou o Brasil a dançar uma nova dança. E que por conta disso possibilitou um  novo olhar das metrópoles para com a arte latente e emergente dos sertões.

É ele, o mais importante artista popular do Brasil. Não somente pelo conjunto da sua obra musical: variada, singular e magnífica. Mas, sobretudo pelo importante papel social, político e cultural desempenhado  em favor  de um Brasil mais democrático, coeso, isonômico e justo. Assim como na defesa do até então esquecido povo nordestino, a que ele tanto chamou de “irmão”, emprestando assim a sua voz aos que não tinham voz alguma, inclusive de artistas que com o tempo se tornaram seus parceiros a exemplo de Patativa, Zé Dantas, João Silva, Jackson do Pandeiro, José Clementino, Zé Marcolino, Humberto Teixeira dentre outros que ajudaram a fazer do seu legado, algo universal e extraordinário.

Por quase meio século o canto gonzaguiano rompeu as mais distantes fronteiras  do Brasil ecoando desde os sertões ao litoral. Fazendo assim da nova  música interiorana uma senha para a abertura definitiva do eixo Rio-São Paulo para uma grande leva de novos  artistas(cantores, poetas, sanfoneiros e compositores) nordestinos que desde lá, seguiram até hoje os seus rastros.

Por tudo o que fez e representa até hoje para a arte nordestina e o movimento musical brasileiro em geral, mesmo depois de mais de duas décadas de sua morte, Luiz Gonzaga pode ser chamado de um predestinado. O artista do século, quiçá do milênio. De tão completo e diferenciado sua obra é digna de  reconhecimento não apenas pelos brasileiros, como igualmente no exterior.

Aquele que conseguiu pela força inigualável do seu talento levar  a música dos sertões aos mais altos e pomposos salões das elites. Rompendo num mesmo diapasão; preconceitos e impedimentos de toda sorte. Reaproximando o forró maturo e temperado dos matos a chamada música erudita da burguesia algo quase impensável para a época.

Por fim, se é verdade que ninguém no mundo pode  por nenhum motivo  ser considerado insubstituível, diria que Luiz Gonzaga, por conta da sua arte realmente monumental quebrara esta regra. Posto que ele, além de inigualável é deveras insubstituível.

Ainda por cima, se considerarmos os rumos que tomou a música popular brasileira e o chamado forró na atualidade, seria no mínimo  um desrespeito a memória de Gonzaga, assim como um  verdadeiro sacrilégio  colocarmos sequer o nome do rei do baião neste comparativo.

Palmas para o rei do baião! Viva Gonzaga pela passagem dos seus 100 anos de nascimento. Ele se manterá sempre vivo enquanto sua voz e o seu canto continuar ecoando pelos sertões do mundo.

(*) Secretário de Cultura Turismo e Desportos do Município de Aurora.

Blog da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra, Araçá, rua  Cel. José Leite s/n, Aurora – Ceará. CEP: 63.360.000  TEL (88) 35433903 Email monsenhorbezerra@yahoo.com Email  do administrador do Blog Luiz Domingos de Luna falcaodouradoarte@hotmail.com

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

FREI DAMIÃO - POR PEDRO GUEDES ROLIM


ESCOLA MONSENHOR VICENTE BEZERRA
{Não quero que os fiéis
Esqueçam Frei Damião}

Pedro Guedes Rolim*

Muitos partem desta lida
Pra outra realidade
E mesmo na eternidade
São lembrados nesta vida
E sei que sua partida
Só deixou recordação
Pois não quero ingratidão
Registrada nos papéis
E nem quero que os fiéis
Esqueçam Frei Damião.

Me lembro que o “Capuchinho”
Era na verdade, um santo
Que pregava em todo o canto
Com bondade e carinho
Nunca fugiu do caminho
Que segue um bom cristão
Não fazia distinção
Entre pobres, coronéis
Não quero que os fiéis
Esqueçam Frei Damião

Que o nome do bom pastor
Não fique no esquecimento
E que haja sentimento
Despertando o seu valor
Pra quem pregou tanto amor
Merece esta alusão
Que nem uma ingratidão
Eu registro nos cordéis
Não quero que os fiéis
Esqueçam Frei Damião.

Ele foi um pioneiro
Com as sagradas missões
Nos deixou tantas lições
No papel de mensageiro
Pregava o dia inteiro
Sempre de terço na mão
Na hora da pregação
Condenava os bordéis
Não quero que os fiéis
Esqueçam Frei Damião.

Eu ainda era menino
Quando ouvi falar do Frei
Que defendia a lei
De Jesus Cristo, o Divino.
Através do seu ensino
Ouve muita conversão
Vi gente pedir perdão
Ajoelhado a seus pés
Não quero que os fiéis
Esqueçam Frei Damião.

Não ouço uma referência
Ao santo do Nordeste,
Nem sua luta inconteste
Por paz, justiça e decência
Ponham a mão na consciência
E façam uma petição
Para a beatificação
Catalogada em papéis
Não quero que os fiéis
Esqueçam Frei Damião.

O autor mostra uma preocupação com a memória do Frade Capucha Frei Damião e deixa transparecer um desejo de vê-lo beatificado.

(*) Radialista da Rádio 91.1 FM- Sol nascente.

(*) Editor do Jornal impresso Gazeta do Salgado

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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

A POESIA CHOROU COM A MORTE DE PATATIVA

Pedro Guedes Rolim*


Patativa, grande mestre
Na arte de escrever
Sempre soube defender
Nossa terra, o Nordeste.
Por isso, passou no teste
Quando esteve na ativa
Sua lembrança está viva
Ele apenas passou
A poesia chorou
Com a morte de Patativa!

Quando deram o aviso
Sobre a morte do poeta
Uma rima incompleta
Gemeu junto ao improviso.
Mas, porém, o Paraíso
Preparou uma Comitiva
E todos gritaram: viva!
Quando no recinto entrou
A poesia chorou
Com a morte de Patativa.

Seus versos denunciaram
A tristeza do Nordeste
Quando aqui não se investe
Pois muitos já enganaram
E com promessas falharam
Gastando só a saliva
E com pouca tentativa
O problema aumentou
E a poesia chorou
Com a morte de Patativa.

“Cante lá que eu canto cá”
Vale mais do que um enredo.
“Digo e não peço segredo,
A vaca estrela e o boi fubá,
“As prosas de Sinhá”,
Com o seu teor nos criva
Uma jóia que deriva
Daquilo que ele sonhou
A poesia chorou
Com a morte de Patativa.

O Clássico: “Triste Partida”
Cantado por Gonzagão.
A saga de Lampião
Também não foi esquecida
O poeta em sua lida
Agiu de forma decisiva
Transformou-se em lenda viva
No ofício que abraçou
A poesia chorou
Com a morte de Patativa.

“Inspiração Nordestina”
Foi editado também,
Uma herança que se tem
Da poesia divina.
A Editora Ibiapina
Publicou de forma altiva
A Seculte sem deriva
Trouxe “Ispinho e fulô”
A poesia chorou
Com a morte de Patativa.

Patativa de Assaré
Sempre foi um pioneiro.
Quem não lembra de “Balseiro?”
Que coisa linda, não é?
Pois, esta obra de fé
É uma cultura viva
Que a nós todos cativa
Pelos “causos” que contou.
A poesia chorou
Com a morte de Patativa.

Com a morte do menestrel
As violas se calaram
As rimas se despencaram,
Bradaram: - “Meu Deus do Céu!
O que será do Cordel
Fica sem iniciativa
Pois a mente mais ativa
“De criá-los nos deixou...”
A poesia chorou
Com a morte de Patativa.

Patativa leu Camões,
Casimiro de Abreu,
*Augusto também rendeu
A ele grandes lições.
Ainda viu os pendões
De Castro Alves na criva
Não foi de forma passiva
Que a História assinalou
E a poesia chorou
Com a morte de Patativa.

Nasceu pobre, morreu pobre
Lá na Serra de Santana
Conheceu légua tirana
Pois só tira quem é nobre
Sem ter dinheiro nem cobre
Foi feliz de forma ativa.
Isso tudo nos cativa
Pra amar o que ele amou
A poesia chorou
Com a morte de Patativa.

2ª colocada no FESERP – Festival Sertanejo de Poesias realizado em Aparecida, PB, Edição 2002. O poeta recebeu Certificado de Participação, Prêmio Augusto dos Anjos e Menção Honrosa. O FESERP é um evento nacional que reúne poetas escritores de todo o Brasil.
(*) Radialista da Rádio FM 91,1 -Sol Nascente-
(*) Redator do Jornal impresso Gazeta do Salgado

Blog da Escola Monsenhor Vicente Bezerra, rua Cel. José Leite s/n, Araçá, Aurora – Ceará. CEP: 63.360.000 TEL (88)3543.39.03 Email da Escola monsenhorvbezerra@yahoo.com.br
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