sábado, 15 de fevereiro de 2014

HINO DO COLÉGIO PAROQUIAL SR. MENINO DEUS - AURORA - CEARÁ.

FACHADA ANTIGA DO COLÉGIO PAROQUIAL FONTE: www.aurora.ce.gov.br
DIRETORA ATUAL EM EXERCÍCIO - CRISTINA ARAUJO.


HINO DO COLÉGIO PAROQUIAL SR. MENINO DEUS

Letra: Luiz Domingos de Luna
Música: Maestro Esmerindo Cabrinha da Silva

Iluminaste a educação em Aurora
Semeaste o sumo do saber
Ensinando a ler e escrever
Implantaste a cultura desde outrora

Foste marco inicial na cidade
Da educação, cultura e disciplina
O teu mundo interior nos fascina
És um colégio de um nascer da verdade

És fiel ao teu berço natal
És o mastro que direciona a educação
A Beleza nata de um cidadão
Serás sempre nosso colégio paroquial

Filhos ilustres conhecem a tua essência
Pois há tempos estiveram contigo
e hoje são os teus grandes amigos
Destacados na filosofia e na ciência

Os estudantes te reconhecem como um lar
A sociedade te trata com carinho
As crianças vêem em ti um ninho
És um sonante de um pássaro a cantar

Sempre foste zelado com mãos carinhosas
Desde o PE. Francisco Luna, fundador
A beleza sempre presente no seu interior
És um colégio de essências preciosas.

Hino referenciado no Livro: Reflexões Poéticas. Editora: Gráficas Cajazeiras LTDA. Ano: 1984. Página, 11. Autor: DOMINGOS, Luiz Luna

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Hino a Mártir Francisca ( A santa popular de Aurora-CE)

IMAGEM DE MÁRTIR FRANCISCA. FONTE: AURORA FEST.

Hino a Mártir Francisca (A Santa Popular de Aurora - CE)

Letra: Luiz Domingos de Luna
Música: PE. Cícero Leandro Cavalcante.


Oh! Mártir Viva! 
Oh! Mártir Pura! 
Oh! Mártir Gloriosa!

Tua vida, teu sacrifício, alimenta nossa fé.

És aurora da crença popular

O Teu martírio é a busca de nossa cruz

Tua inocência
Tua bondade
Tua Pureza

Sempre a nos olhar
A todos nós conduz

Cuida de nós ó pequenina
Ensina-nos a amar e perdoar
Mártir Francisca eu te clamo nas minhas orações

‘’Orai, rezai, cantai’’

Confortai os nossos corações.

Daí paciência, paz e conforto nas tribulações!

Sou teu devoto Oh! Pequenina

Oh! Menina pura de luz!

Levai os teus devotos
Aos braços de Jesus

Daí a nós o virgem Mártir
A tua candura
Para um grande abraço
Na mãe de Jesus!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

CHARGE DE ERIVAN DE LAVOR

CHARGE DA VISITA DO PAPA FRANCISCO AO BRASIL EM 2013

MADRINHA MOÇA - DÊ-ME SUA BÊNÇÃO!

DRA. MARICOELE GONÇALVES, SEUS AFILHADOS, ESPOSO: DR .RAIMUNDO MACEDO. FONTE: ARQUIVO OFICIAL DE JOSÉ CÍCERO DA SILVA - SECULTE - AURORA(CE).


Madrinha moça - Dê-me sua Bênção

Luiz Domingos de Luna *

Na igreja eu entrei
Com uma vela na mão
Um manual no meu peito
Um canto no coração
Madrinha moça
Dê-me sua bênção

Na escola eu entrei
Com um livro na mão
Um sorriso bem feito
Na casa da educação
Madrinha moça
Dê-me sua bênção


No convento eu entrei
Com muita admiração
Todos satisfeitos
Com a sua oração
Madrinha moça
Dê-me sua benção

No Pavão eu entrei
Pegado na sua mão
Com muito respeito
Fez-se a revelação
Madrinha moça
Dê-me sua benção

Agora eu entrei
Em outra dimensão
A saudade dói no peito
A dor da separação
Madrinha moça
Dê-me sua benção

(*) A Minha eterna madrinha Moça.

AURORA, UM PRESENTE DA IGREJA.

FONTE: AQUI CONECTADOS.


Desfraldando com um facão rabo de Galo, com a batina Moída pelo tempo, nos araçás ainda úmidos na boca quente, os sabiás pulavam de galo em galho, a aurora boreal a registrar o momento, Na manhã de 1825, O cedro, as carnaúbas, os marmeleiros, na brisa da paisagem, a cruz deslocada aos pioneiros, dos irmãos lazaristas, aos missionários, a primeira cabana é erigida, na verdade uma capela, ou mais precisamente, um oratório de um padre, um penitente.

A Contemplar a seara da Messe aos olhares atentos de seus irmãos, seus amigos, familiares e parentes. A Chama de uma lágrima floresce na face daquela fisionomia sofrida e retorna a terra que feliz fica ao ver aquela forte figura cadavérica entregar os pontos, do pensar para o alto, e fazer a ligação entre o humano e o divino.

Sob as palhas do oratório, na prensa de uma cabana, com o cheiro forte da celulose, parava a ciclose e começava missa, batizados e casamentos. A Igreja entrando nas matas, virgens, nuas, e ecológicas ao som do maestro natural de Crato a rumar sertão adentro o ouvir ainda, do Rio Salgado, potável nas águas, a riqueza de uma região em andamento.

O Padre a ouvir a cantilena, de uma sobrinha não contente, haja preces, e mais preces ao casamento, da primeira devota do Menino Deus - Maria Leite dos Santos, no choro da estola aos pés do padre Antonio Leite de Oliveira, a súplica de uma irmã da fé, nascia, naquele momento, pois, em lágrimas rogava e pedia que se um esposo encontrasse em um tempo ou a um só templo um oratório ergueria.

Do Aracati ao Crato, um tropeiro conduzia, uma condução de burros, todos paramentados na estrada que trazia, nos juazeiros do Cariri, uma nova estrada surgia, na fatiga da poeira da estrada, na orla de um rio parava, o príncipe dos sonhos de Maria.

Quando um burro se afogava Francisco Xavier de Sousa, gritava som que penetrou nos suave ouvidos de Maria, acudira com precisão, mais no calor da emoção, enquanto o burro saia, o olhar penetrava, o véu ao chão caira, força de uma seta, talvez fosse uma reta, o coração dos dois jovens em calor se ebuliram.

Numa casa de taipa, uma tapera, uns fachos aos jogos e folguedos, o jovem gritava e aplaudia, eram gritos de derrota e de vitória que o jogo lhe trazia, na verdade uma grande paixão, que nascera no Rio e na mesa de Maria.

O Padre que conhecia a história e as preces de Maria, lembrou de seu juramento, já foi falando em casamento, que foi um contentamento para os dois  admirados  ouviam.

Assim nasce o oratório do Menino Deus, todo ornamentado, simples e bem cuidado pelo amor de Maria.

De Francisco Xavier da estrada o seu estado, um lindo sobrado, pensava, as posses de sua esposa a obra construía em 1831, A Fazenda logradouro seu oásis possuía. Da fazenda para a venda uma nova história nascia, pois no grito de Paulinho Nogueira, na soleira do sobrado o nome Aurora surgia. A Velha história se esconde, pois a cratense Aurora Leite Teixeira dá um basta à hipocrisia, revelando o seu romance com o coronel que na rua da vala nascia um amor que não podia, assim veio para a venda, ergueu também uma capela, criando uma contenda, nasceu logo uma desavença entre sobrinha e tia.

O Padre sabiamente, delimitou bem ligeiro, a área de atuação, destas duas heroínas uma ficou o nome a outra o padroeiro.

O Tempo jogado no espaço a esperar um luzeiro, em novembro de 2009 José Cícero é o obreiro, na secretaria de cultura, num passo firme e certeiro, ao consultar o estado, que foi muito hospitaleiro, finalmente na linha do tempo pisado, o sobrado é tombado, ao povo da Terra do Menino Deus é repassado e ao povo de Aurora agraciado com o seu primeiro prédio feito em alvenaria.

Luiz Domingos de Luna, professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra, Aurora – Ceará.  Email: falcaodouradoarte@hotmail.com
FONTE: CLIK AQUI
 http://blogdojuazeiro.blogspot.com/2011/02/aurora-um-presente-da-igreja.html

 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

ÚLTIMA CEIA 36 ANOS { 1978 - 2014}

FOTO: PE. JOSIAS, LUIZ DOMINGOS E FRANZÉ DE AURORA.


Qual não foi a dor do Padre Francisco França, quando no ano de 1978, notificou que havia uma grande fissura na torre Norte da Igreja Matriz de Aurora! Que a cada dia aumentava.

Populares já contavam como certo o desmoronamento, pois os habitantes já não passavam por aquele espaço ameaçado.

Na oportunidade, pude presenciar e acompanhar o sofrimento desse grande homem de fé que durante toda sua vida passava para a sociedade, à tenacidade, a luta, a garra, a determinação de permear para toda a unidade social, a civilidade, a religiosidade e a fé.

Sempre com o pensamento iluminista, ante uma visão de futuro que envaidece a todos nós até hoje. Pois, já naquela época, pensava em construir a Concha Acústica de Aurora como um ponto iniciático para o desenvolvimento da música, da cultura, das artes cênicas, da literatura.

Era realmente um grande paradoxo! O homem que idealizou a Concha Acústica de Aurora, ver o seu templo religioso periclitante, pois, lenta e constante, a fenda teimava em desafiar o otimismo daquele sonhador, numa verdadeira provação de fé.

Como discípulo, fiz questão de acompanhar os passos do mestre e verificar as suas ações, diante dessa situação vexatória.

Foi quando, numa bela noite, fui convidado para, junto com o venerável mestre Padre Francisco França, fazer uma visita ao casal Sebastião Alves Pereira Filho - Dr. Bastim - e a sua esposa, Terezinha Alves Pinto - D. Terezinha.

Confesso que fiquei muito surpreso com a naturalidade da conversa, tudo de forma espontânea, de uma racionalidade brilhante; ouvia, atentamente, os dois mestres conversando.

Foi quando o padre convidou o casal para solucionar o problema da fissura da torre. 

Fiquei admirado quando prometeu fazer uma reforma completa na igreja, inclusive mudar o teto que já se encontrava bastante estragado, colocar colunas internas para diminuir a força nas torres e construir um belo altar-mor.

Por fim, fazer uma reforma completa.

Ora, para mim o conserto da torre já era o bastante, mas fazer uma reforma completa, aí já era demais. Assim, o casal mobilizara seus familiares realizando o sonho que naquele momento parecia ser o sonho de todos os aurorenses - a construção da maior obra artística de Aurora; A Última Ceia no altar-mor da igreja matriz do Menino Deus, que logo em seguida, foi devidamente esculpida pelo escultor aurorense Francisco José de Oliveira, (Franzé de Aurora).

Passei, a partir daquele momento, a frequentar o trabalho todas as noites, contemplando a mudança daquela argamassa disforme em futuras representações de Apóstolos, Jesus Cristo, mesa, adornos; todos os detalhes foram minuciosamente pensados, analisados e polidos.

Não tinha pressa! Fora tudo majestosamente feito no silêncio da noite e das madrugadas; eu ficava pensando: como pode tanto zelo! Tanta dedicação! Nenhum fiscal, nenhuma cobrança? Até parece que a obra não tinha prazo para ser entregue.

O escultor esculpia de forma serena, lenta, gradual, observava todos os detalhes. Era como se fosse uma missão, tudo numa tranqüilidade plena. Assim, a obra ficou pronta, linda inclusive! Mas Dr. Bastim queria um altar em mármore. Mármore puro. Era como se já tivesse projetado na mente aquela última Ceia, ainda nos seus verdes anos; assim, tudo foi feito da forma mais natural possível.

Dr. Bastim queria mais, pois para ele a obra não estava acabada, faltava o órgão. A igreja foi fechada e numa bela manhã o padre pediu para que às nove horas em ponto eu estivesse presente na casa Paroquial, quando, às 9h30min dois carros pararam em frente à casa paroquial. 

O  padre me apresentou os benfeitores daquela comissão formada por Dr. Bastim, sua esposa, D. Terezinha Alves Pinto, Dr. Wilames, Dr. Danúbio, bem como os jornalistas Edilmar Norões, João Inácio Júnior, Neno Cavalcanti e Lúcio Brasileiro.

Em seguida entramos na Igreja Matriz. O padre descobriu a obra como quem anunciava um sacramento. Estava, enfim, realizado o sonho de Dr. Bastim - A Última Ceia, linda! Envernizada, as colunas bem acabadas, o teto novo, o piso da escadaria do altar, tudo de mármore. Aí eu vi um pano vermelho que cobria algo e, numa emoção exagerada, descobri: era um órgão, novinho em folha.

Não me contive diante daquele instrumento fadado à história. Pressionei algumas teclas e o som fluentemente saíra. Confesso que nunca havia visto nada igual: Um órgão! Perdi a noção do tempo e do espaço diante das minhas próprias abstrações eclesiásticas.

Quando cuidei de mim, estava sozinho na igreja, naquele templo sagrado de Deus, onde, a partir de então, a música seria muito mais que uma ponte a nos transportar à seara celestial.Este dia me marcou para sempre, pois tudo era um sonho. Não somente o sonho de Dr. Bastim. Não somente o sonho de Padre França. Não somente o meu sonho, mas o sonho de todo povo de Aurora, materializado a partir daquele instante eterno.

(*) Professor-Aurora – Ceará


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